Reajuste no preço do aço: Entenda o que influencia neste cálculo e qual será o aumento!

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O reajuste no preço do aço não é um assunto novo e nem simples de ser compreendido e tratado. Nos últimos anos, esse tema tem retornado aos holofotes por diversas vezes ao longo dos meses e gerado preocupações constantes em todos os setores que atuam direta e indiretamente com essa matéria-prima.

Para entender mais sobre a influência e os impactos dos reajustes do aço preparamos este artigo com as observações a respeito dos principais pontos. Acompanhe e fique por dentro.

A CSN e o reajuste

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) divulgou recentemente que o reajuste que incidirá no preço do aço começa a vigorar em junho. Além disso, a CSN anunciou que, ainda dentro desse semestre, pretende colocar um ativo para venda, tendo em vista as necessidades econômicas.

A situação não é das mais simples para a companhia, afinal ela tem sido detentora de dívidas e passado por problemas como estabelecimento no mercado, queima constante de caixa e prejuízos no primeiro semestre.

Benjamin Steinbruch, presidente e maior acionista do grupo, comentou recentemente os resultados, algo que não é muito comum e evidencia o peso e a preocupação que essa situação tem gerado na indústria.

De acordo com Steinbruch, o reajuste no preço do aço será de 10% e, como já mencionado, passará a vigorar no mês de junho. No início, a rede de distribuição será a primeira impactada. Porém, os clientes industriais serão os próximos que perceberão os impactos dessa medida. E, além disso, o reajuste pode variar até 12%.

Reajuste no preço do aço em 2019

A alta apresentada pelo minério de ferro que chegou ao seu maior nível depois de 2014 no mercado internacional e a valorização do dólar ante ao real, têm sido apontados com os principais impulsionadores desse novo reajuste.

Carlos Loureiro, presidente do Instituto Nacional da Distribuição de Aço, também se pronunciou sobre o ocorrido. Segundo ele, o cronograma será o mesmo apontado pela CSN. Isto é, a Companhia Siderúrgica será a primeira a promover os reajustes e, pouco depois, as demais siderúrgicas devem seguir os mesmos passos e aumentar seus preços. A expectativa é que essa segunda fase ocorra no setor já no mês de julho.

Loureiro também lembrou que o aumento mais recente aconteceu em abril deste ano e, na época, a média ficou entre 10% e 15%.

Para a necessidade da elevação que será implantada em junho, além dos pontos citados anteriormente (cotação do minério de ferro e aumento do dólar), o presidente do Inda também chamou atenção para os preços envolvendo outros insumos, a exemplo do carvão mineral, que também influenciaram na decisão.

Principais impactos do reajuste do aço

Sempre que se fala em um possível reajuste no aço algumas preocupações se tornam recorrentes, especialmente quando é considerado que o setor tem passado por complicações em nível internacional há um bom tempo.

Entre os pontos mais sensíveis temos os seguintes:

Dificuldades na construção civil

Dentre todos os setores, o da construção está entre aqueles que mais dependem do aço. Ele tem sofrido muito nos últimos anos e um reajuste se mostra como uma complicação a mais.

Para se ter uma ideia sobre o que está acontecendo, basta lembrar dos dados do IBGE que apontaram que a construção civil fechou o ano de 2017 no vermelho, sendo impactada diretamente pelo aumento do aço e pela crise econômica.

Esse ponto também evidencia a importância de se contar com um parceiro comercial que conheça bem o mercado para as aquisições de materiais. A Urifér é um exemplo interessante nesse sentido, com solidez de 50 anos no mercado oferecendo aços sob medida para todos os tipos de empreendimentos.

Índice de Preços ao Consumidor

Com os reajustes do aço, as empresas podem perder a lucratividade e os consumidores serem obrigados a pagar mais caro pelo produto ou a reduzirem o poder de compra.

Quando há um aumento no preço, outros produtos comuns e populares entre os brasileiros também são impactados, a exemplo dos eletrodomésticos que também podem passar por reajustes.

Competitividade

O setor siderúrgico brasileiro é o maior fornecedor de aço para a indústria chinesa, o que por si só deixa o mercado interno em segundo plano.

Reajustes no preço do aço são influenciados pela alta do dólar e, com isso, essa matéria-prima pode se tornar muito cara. Dessa forma, os fabricantes não conseguem manter equilíbrio nos valores cobrados no mercado nacional.

Como esses aumentos são repassados ao consumidor final, a tendência é de que várias empresas percam vantagem competitiva.

É claro que os impactos não se reduzem apenas aos pontos citados acima. Eles podem ser muito mais profundos causando, por exemplo, uma crise na indústria metal-mecânica e uma elevação nos preços dos carros.

Cenário atual

A própria CSN admite que se não conseguir minimizar suas dificuldades e continuar com o mesmo desempenho apresentado atualmente, as complicações serão inevitáveis. A última queima de caixa feita pela empresa fez com que os recursos que, antes eram de R$12,25 bilhões, caíssem para R$6,47 bilhões em apenas um ano.

Até o mês de março de 2019, a CSN sofreu uma perda de R$ 868 milhões com dívidas, multas, juros e outros encargos financeiros.

A dívida líquida da empresa fechou o mesmo mês na casa dos R$26,65 bilhões. A alta verificada foi de 0,6%, quando comparada ao mês de dezembro do ano passado. Além disso, a alavancagem passou de 8,2 vezes para 8,7 vezes.

Por fim, vale comentar sobre a pesquisa de Sondagem Industrial da CNS que mostrou que a indústria ainda permanece com um alto nível de ociosidade. Desde o mês de janeiro desse ano, a operação média do setor está em 66% de sua capacidade instalada.

Esse baixo desempenho industrial também refletiu nos trabalhadores ao provocar a redução de postos de trabalho no último mês.

Apesar de ainda haver muitos pontos sensíveis, especialistas se mostram otimistas devido a sinais que indicam a possibilidade de um leve crescimento nos próximos meses.

Para além do reajuste no preço do aço, a ideia é que algo ainda possa ser feito em um curto prazo, mas para isso seria preciso atuar em duas frentes principais segundo especialistas: primeiro, em reformas do setor que promovam a competividade e, segundo, encontrar maneiras eficientes de garantir o estímulo ao consumo.

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