Laminação a quente – Aprenda tudo o que precisa saber deste processo

O processo de laminação a quente é perfeito para a produção de placas, blocos, tarugos, chapas, perfis, trilhos, barras entre outros materiais constituídos de aço, uma vez que a partir desse procedimento é possível trabalhar melhor a matéria-prima para os fins já citados.

Processo Laminação a Quente
Processo Laminação a Quente

Entre algumas das principais características do processo de laminação a quente, pode-se destacar:

  • A possibilidade de grandes deformações do aço;
  • A recristalização é automática;
  • A entrega de produtos semiacabados ou já acabados conforme cada uso e necessidade.

Vale ressaltar que o processo de laminação a quente é utilizado com maior frequência em materiais que apresentam uma plasticidade a frio baixa. Além disso, entre as etapas que resultam nesses laminados é possível fazer grandes reduções de espessuras e garantir um acabamento superficial pobre que servirá como base para outra linha produtiva.

Afinal, os produtos que resultam da laminação a quente servem posteriormente como matéria-prima para os procedimentos da laminação a frio.

É importante destacar também que o processo de laminação a quente dispõe de produtos findados com tolerâncias dimensionais bem mais largas.

Quer saber mais sobre o processo de laminação a quente? Veja o passo a passo que resulta nos produtos finais do aço comumente utilizados no setor automotivo, na construção civil, para confecção de tubos entre outros.

Entenda como funciona cada etapa deste processo e tire todas as suas dúvidas sobre a laminação a quente!

Laminação a quente: O que é isso afinal?

O processo de laminação a quente é uma das opções de se trabalhar o aço. Considerada como a base de qualquer processo produtivo, este tipo de laminação confecciona tanto produtos finais como matérias-primas para outros empregos, sendo que ambos os fins são utilizados em diferentes segmentos.

Em outras palavras, o processo de laminação a quente pode tanto ser aplicado como meio quanto como fim na produção de placas, blocos, tarugos entre outros.

Sendo muito utilizado, o processo de laminação a quente é o pontapé inicial de qualquer trabalho a ser desenvolvido com o aço, visto que tona-se muito mais fácil o manejo de peças com tal possibilidade de conformação.

Como é feito o processo de laminação a quente?

A primeira operação a ser realizada dentro do processo de laminação a quente é geralmente feita com uma peça maior de aço. Essa passa por um laminador primário de desbaste que trabalha na transformação dos lingotes em produtos semiacabados e que continuarão a ser modelados conforme cada uso.

Os resultados dos laminados a quente mais comuns desta etapa são os blocos, placas e tarugos. As chapas, que também são produzidas neste processo preliminar, costumam ser ainda bem grossas ao término deste primeiro procedimento, precisando passar, portanto por outros laminadores.

No geral, a laminação a quente se utiliza de laminadores reversíveis podendo ser estes tanto duplos quanto quádruplos, destacando-se que a diferença entre cada um desses é o número de cilindros utilizados. Enquanto que no reversível duplo há apenas dois cilindros, no quádruplo além dos dois de trabalho existem outros dois cilindros de apoio ou encosto.

Outro ponto importantíssimo de ser ressaltado sobre o processo de laminação a quente é a temperatura em que ele acontece. No geral, o aço começa a ser trabalhado em alturas elevadíssimas, algo em torno de 1.100ºC a 1.300ºC.

Conforme o aço é trabalhado, entretanto, essa temperatura tende a cair mantendo-se entre 700ºC a 900ºC, sempre acima do ponto crítico do aço a fim de que sejam produzidos grãos de ferrita uniformes.

Desta produção, portanto, surgem matérias tanto intermediárias quanto finais dependendo do que se espera do aço que está sendo trabalhado. A redução da espessura ao longo do processo de laminação a quente é de mais de 50%, podendo chegar a 6 mm dependendo da quantidade de etapas pelas quais o aço passou.

Para casos em que é necessária uma espessura mais fina, a continuidade deste processo é a partir da laminação a frio.

Principais resultados do processo de laminação a quente

No geral, os principais resultados do processo de laminação a quente são peças de aço com espessuras que variam de 1,20 a 25 mm com diferentes larguras que costumam ser encontradas entre 750 até 2100 mm, destacando-se que vale considerar as especificações de cada item conforme norma regente para produção.

O aço que é produzido a partir do processo de laminação a quente pode ainda ser empregado na produção de chapas de alumínio, posteriormente utilizadas em latas de refrigerantes, cervejas e sucos, por exemplo.

Famílias e aplicações de produtos laminados a quente

  • Aço Estrutural: Possui soldabilidade e resistência mecânica. Suas propriedades, bem como a composição química podem conter ou não microligantes que são adicionados, a fim de posterior aplicação a estruturas diversas. Exemplos de aplicação: Na construção civil de forma mais generalizada como em pontes e prédios, podendo ser ainda utilizado em containers e máquinas entre outros.
  • Aço Estrutural de Boa Conformabilidade: Apresentam características essenciais para a conformação a frio do aço, além disso, esse tipo de material tem garantia de composição química e muita resistência mecânica junto à soldabilidade e conformabilidade, que permitem um uso ampliado em estruturas. Exemplos de aplicação: As peças mecânicas são excelentes modelos em que se aplica este tipo de aço com destaque para travessas de chassis e longarinas.
  • Aço Estrutural de Alta Resistência: As características desse aço são marcantes e misturam critérios de soldabilidade, tenacidade e resistência mecânica tornando-os amplamente utilizados em estruturas diversas. Exemplos de aplicação: O aço estrutural de alta resistência é comumente encontrado em máquinas e implementos agrícolas.
  • Aço Estrutural Resistente à Corrosão Atmosférica: Muito mais resistentes, esse tipo de aço apresenta quatro vezes o nível de resistência a corrosão atmosférica quando comparados aos demais. É justamente por isso que este aço foi desenvolvido para a construção civil! Exemplos de aplicação: Inúmeras estruturas como vigas, tubos e pilares utilizam este aço.
  • Aço para Estampagem: A alta conformabilidade é a principal característica deste aço que é muito utilizado nos processos produtivos de peças e componentes gerais do estiramento a frio e da estampagem. Exemplos de aplicação: Normalmente são aplicados a compressores herméticos.
  • Aço para Relaminação: Tipo de aço com baixo carbono e manganês, tem composição química e mecânica mais especificada e que permite a homogeneidade de toda a matéria. Exemplos de aplicação: Utilizam-se deste produto os rolos, fitas e bobinas.
  • Aço Classe Comercial: Chamados como classe de uso geral do aço, são os mais simples e mais empregados em diferentes segmentos. A composição é basicamente de ferro, carbono e manganês e não existem componentes microligantes em sua fórmula. Exemplos de aplicação: Utilizado em larga escala na construção civil, mecânica, constituição de chapas em geral, entre outros.
  • Aço Classe Tubos: Seja para tubos de pequenos ou grandes diâmetros, é a classe de aço utilizada por apresentar excelente soldabilidade e resistência adequada. Exemplos de aplicação: O uso é comum na fabricação de tubos de diferentes diâmetros.
  • Aço Classe Recipiente para Gases: A última classe entre os tipos de aço produzidos a partir da laminação a quente, sua principal característica é de resistência a pressão suportando gases e outros elementos importantes. Exemplos de aplicação: O botijão de gás é o exemplo mais simples deste material que ainda é encontrado em tanques e vasos de pressão.

Vantagens e desvantagens da laminação a quente

Há que se destacar que o processo de laminação a quente apresenta inúmeras vantagens e desvantagens, que vale a pena conhecer a fim de optar pelo melhor procedimento na hora de trabalhar o aço que irá compor um produto final. Por isso mesmo, veja a seguir alguns destaques dentro deste assunto:

Vantagens:

  • Maior praticidade na deformação do aço uma vez que a tensão diminui com o aumento da temperatura;
  • Produto com maior ductilidade;
  • Maior tenacidade;
  • Riscos minimizados de ocorrer bolhas ou poros ao longo do processo produtivo;
  • Menor granulação grosseira com a possibilidade de grãos menores e recristalizados.

Desvantagens:

  • É imprescindível o uso de equipamentos que permitam a manipulação da temperatura empregada;
  • Há gasto como aquecimento do aço;
  • Existem chances de perda da matéria prima graças as diversas reações do metal ao entrar em contato com a atmosfera.

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