Indústria 4.0: Como o Brasil está se adequando a essa nova era da indústria

Industria 4.0

Você certamente já ouviu falar em indústria 4.0, certo? Mas, nós não chegamos até aqui da noite para o dia, muito pelo contrário. Houve toda uma evolução para que nos encontrássemos no cenário atual de desenvolvimento da indústria 4.0.

Primeiramente surgiram as máquinas que mecanizaram parte do trabalho das pessoas. Em seguida, fomos surpreendidos pela eletricidade, pela linha de montagem e pela produção em massa – onde se iniciaram as grandes indústrias. Por sua vez, a terceira era da indústria surgiu com o início dos computadores e a introdução à automação – momento em que as máquinas passaram a substituir os trabalhadores nas linhas de produção em massa.

Agora, estamos nos deparando com a indústria 4.0, na qual os sistemas ciberfísicos são capazes de monitorar os processos físicos de uma fábrica. Esses sistemas se comunicam e cooperam entre si e com os humanos em tempo real por meio de canais de comunicação.

Mas, e o Brasil? Como o país tem encarado e se adaptado a essa nova era da indústria? É o que você irá descobrir neste post.

O que é a indústria 4.0?

Se estamos falando de indústria 4.0, significa que houve, antes dessa, três outras revoluções que contribuíram para ela acontecer: a Primeira Revolução Industrial, a Segunda e a Terceira.

O fato é que o termo apareceu publicamente pela primeira vez em 2011, por um grupo de representantes de distintas áreas, envolvendo política, negócios e academia e, desde então, tem sido explorado e discutido por diversos países.

Contudo, o que mais caracteriza a indústria 4.0 é o fato de ela levar a automação dos processos a um novo nível, isto é, utilizar tecnologias de produção em massa que otimizem os processos, principalmente com customização e flexibilidade.

Na prática, isso significa que as máquinas trabalham de forma independente ou com a cooperação de seres humanos no que diz respeito a um campo de produção.

A máquina, portanto, é autônoma e independente, capaz de coletar dados, analisá-los e ajustá-los, se assim for necessário.

E como o Brasil se encontra atualmente neste cenário?

Adaptando-se, acredite. O Brasil definitivamente não está ficando para trás no que diz respeito à indústria 4.0.

O estado de São Paulo, por exemplo, ganhará em maio de 2020 um Centro para a 4

ª Revolução Industrial, no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). O Governo do Estado de São Paulo, juntamente com o Ministério da Economia e o Fórum Econômico Mundial (WEF), tem como objetivo principal estimular a inovação e o empreendedorismo, além de desenvolver projetos a nível mundial que impactem positivamente a sociedade como um todo.

Desenvolvimento de startups

Segundo dados do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio à micro e pequenas Empresas), a última pesquisa GEM (Global Entrepreneushup Monitor), divulgada no ano de 2015 pelo órgão, em parceria com IBPQ (Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade), mostrava que o Brasil ocupava o primeiro lugar no ranking mundial de novos empreendimentos.

Com base nisso, o InovAtiva Brasil se articulou juntamente com o Sebrae para gerar uma ferramenta de gestão pública, mentoria e aceleração financeira voltada para startups.

O projeto visa atuar até nos primeiros três anos de atividade dessas empresas, isto é, na etapa em que estão se consolidando no mercado. A aposta nas startups tem como objetivo cumprir a agenda de desenvolvimento da indústria brasileira 4.0, mas também combater a estagnação tecnológica dos negócios, fazendo com que todos se alinhem às tendências do mercado.

Tendência do mercado varejista

Além disso, vale lembrar que o setor varejista também tem se adequado à indústria 4.0. Segundo um estudo da aceleradora Liga Ventures, em 2017 o Brasil registrava 115 jovens empresas atuando no varejo 4.0. Já em 2018, o número saltou para 180, mostrando uma alta de 56%, e as expectativas para 2019 são de aumento também.

Por isso, o varejo 4.0 também é uma tendência que aos poucos vem se instalando no mercado, e o que mais tem marcado essa inovação é a pretensão de adoção de sistemas QR Codes por

mais de 80% dos varejistas. Nesse momento, o período ainda é de testes e adaptação tanto para os lojistas quanto para o consumidor.

Eficiência energética

Não podemos deixar de citar ainda que o conjunto das tecnologias da indústria 4.0 representa otimização dos processos, mas também redução de energia despendida. Isto é, qualificar o trabalho final e ainda por cima reduzir custos. É o sonho de qualquer gestor, não é mesmo?

Falamos isso porque segundo o levantamento da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a estimativa anual de redução de custos industriais no Brasil, a partir da migração para o conceito 4.0, será de, no mínimo, R$73 bilhões por ano. Deste valor, R$34 bilhões se referem à redução de custos de manutenção de máquina, enquanto R$7 bilhões estão ligados à economia de energia.

Com isso, podemos dizer que a eficiência energética também é um dos grandes benefícios da revolução 4.0, afinal seu objetivo se baseia em economia de energia e menor utilização dos recursos naturais. E isso será feito por meio da internet das coisas, por exemplo, que poderá indicar desvios de consumo e evitar desperdício de energia.

O fato é que o conceito das fábricas inteligentes é consumir menos energia. E, além disso, elas não buscam somente otimizar os processos de produção, mas também trazer soluções no que se refere a problemas ambientais, além de melhorar a qualidade do ambiente de trabalho e, como dissemos, diminuir ao máximo o consumo de recursos naturais.

Revolução 4.0: Competências necessárias

Os dados estão aí para mostrar que diversos mercados e empresas têm buscado se adequar à indústria 4.0, mas além da tecnologia, o que é necessário para migrar e ter sucesso no conceito 4.0? Veja abaixo:

  • Ter coragem para inovar e ser capaz de criar soluções para aquilo que as pessoas ainda não enxergam como um problema;
  • Ter uma mente voltada para evolução e melhoria constante;
  • Contar com uma equipe multidisciplinar e promover ações que estimulem o trabalho colaborativo;
  • Acreditar sempre que a tecnologia é sua aliada. Não pense que ela vai roubar o seu emprego, pelo contrário, ela irá otimizar o seu trabalho e irá trabalhar lado a lado com você, facilitando ao máximo a execução das atividades.

Esteja pronto!

Como você observou ao longo deste conteúdo, a maioria dos segmentos tem se adaptado de alguma forma às tendências da indústria 4.0. Isso significa que o Brasil não está ficando para trás nesse sentido.

Por isso, tenha a certeza de que virão muitas oportunidades com a revolução 4.0. Portanto, o seu dever nesse momento é estar preparado e receptivo às tendências. Lembre-se de que as outras Revoluções Industriais foram positivas para quem soube aproveitá-las e inovar. Faça o mesmo dessa vez e usufrua dos benefícios que ela pode proporcionar ao seu setor!

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