As competências e habilidades profissionais na tomada de decisão na Indústria 4.0

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As transformações da quarta revolução industrial envolvem muito mais do que apenas implementação de tecnologia nas empresas. É preciso também que o profissional da indústria 4.0 desenvolva habilidades e competências específicas.

Apesar de ainda caminhar a passos lentos, os próximos anos serão marcados por uma verdadeira transformação na indústria nacional. O mundo já está seguindo esse caminho.

A indústria 4.0 que reúne inteligência artificial (AI), manufatura aditiva, simulação, integração de sistemas, internet das coisas (IoT), big data, cloud computing, entre outros processos, exige cada vez mais dos funcionários.

Visando desenvolver essas competências, os profissionais da indústria precisarão passar por uma verdadeira reciclagem de conhecimento. Dá só uma olhadinha nas habilidades necessárias para esse novo contexto. Tenha uma boa leitura!

Flexibilidade

Quando falamos em mudança precisamos entender que ela exige muita flexibilidade dos profissionais. E como a tecnologia está mudando em uma velocidade cada vez maior, o profissional estático está praticamente fora do mercado.

Nesse novo contexto, os equipamentos emitem informações sobre o próprio ciclo de vida da fábrica bem como sobre as operações que por ela são realizadas. Esses equipamentos geram dados sobre operações produtivas e ainda sinalizam quando é necessário fazer uma manutenção preditiva.

Desse modo, o profissional precisa saber responder rapidamente a essa demanda. Precisa ter flexibilidade e entender que nem sempre a produção vai operar de forma continuada fazendo exatamente a mesma tarefa.

Formação multidisciplinar também é essencial

Por se tratar de algo novo na indústria, haverá uma necessidade cada vez maior do profissional desenvolver vários conhecimentos.

Assim sendo, ele vai precisar pelo menos de um conhecimento básico de robótica, tecnologia, matemática e empreendedorismo. Fora isso, será necessário também desenvolver conceitos de segurança da informação e direito.

Como já dissemos anteriormente, a velocidade das mudanças será cada vez mais rápida, e por essa razão o profissional também deverá responder mais rapidamente para alcançar os melhores resultados.

Capacidade de tomar decisões

A capacidade de tomar decisões deixa de ser um diferencial nesse novo cenário para se tornar uma necessidade. Ou seja, o profissional que não tiver essa habilidade desenvolvida simplesmente não será capaz de trabalhar em uma indústria 4.0.

A todo o momento são emitidas informações pelos equipamentos, e essas informações demandam análise e uma rápida tomada de decisão. Só para ter uma breve ideia a disseminação do Big Data permite que gestores e colaboradores estejam sempre conectados às máquinas.

Isso faz com que tenham mais conhecimento sobre o processo produtivo. Se antes era necessário somente entender da função que desempenha, agora a visão do colaborador precisará ser bem mais ampla.

Conhecimento técnico e sistêmico dos processos

Assim como é preciso ser flexível e também desenvolver diversas habilidades, o aprofundamento em conhecimento técnico é essencial para que o profissional consiga trabalhar nesse novo cenário.

As empresas precisarão investir continuamente na capacitação dos seus colaboradores. Afinal, conhecimento em mecânica, elétrica, automação e outras áreas afins será extremamente necessário para que o profissional consiga trabalhar.

Isso sem contar, é claro, sobre os conceitos básicos de processos industriais, extremamente necessários para quem irá trabalhar com máquinas que possuem processos complexos, sistemas integrados, disponibilizando informações em tempo real.

Manter um bom relacionamento com toda equipe

O relacionamento interpessoal também é de suma importância para o profissional da indústria 4.0. Apesar de ser um tema batido há algumas décadas, ele ganhará força nos próximos anos.

Isso ocorre porque os processos serão cada vez mais interligados e os profissionais precisarão entender a empresa como um todo. Dessa maneira, um profissional que atua em uma parte da produção sabe também sobre o trabalho de outro profissional que trabalha em outra área da indústria.

Desse modo, a ajuda mútua e o comprometimento por resultados devem ser tidas não como diferencial, mas como um elemento essencial para os colaboradores da indústria 4.0.

Saber mais de um idioma

O inglês já está se tornando uma língua praticamente universal. Profissionais que trabalham em cargos mais qualificados são obrigados, já há algum tempo, a dominar essa língua.

Agora essa realidade também está se pulverizando para todos os cargos da indústria. A manufatura avançada é regida basicamente pelo inglês. Ou seja, um profissional que não domina essa língua não conseguirá mergulhar profundamente no conceito.

Isso será, digamos, certo impeditivo para extrair o melhor que essa tecnologia pode oferecer. Portanto, daqui a alguns anos, quando um profissional se candidatar para um cargo em uma indústria 4.0 deverá ter em seu currículo essa habilidade.

Aprendizado contínuo

Não poderíamos deixar de falar sobre o aprendizado constante necessário para os profissionais dessa área. Afinal, os avanços ocorrem a todo o momento, onde novas tecnologias são lançadas quase que de forma instantânea.

Nesse sentido, estudar e buscar aperfeiçoamento constante não são mais um diferencial, mas sim uma necessidade que urge. O profissional que trabalha na indústria 4.0 não pode, dessa forma, parar no tempo nem por um minuto.

Capacidade de coletar e analisar um grande volume de dados

Para finalizar as habilidades não poderíamos deixar de falar sobre a capacidade de coleta e análise de dados. O Big Data fornece um grande número de informações para a tomada de decisões.

E esse volume vem em uma velocidade cada vez maior. Sendo assim, mudar a cultura organizacional, onde o colaborador entenda que esse papel é um dos desafios para as empresas se adaptarem a esse novo conceito.

É uma verdadeira mudança de paradigmas quando pensamos na indústria 4.0 comparando-a com a realidade atual. Há nesse sentido, muito que avançar, sendo que não podemos ficar parados, ou seremos engolidos.

Em países de primeiro mundo como Alemanha e Estados Unidos, esses conceitos já estão muito bem difundidos. No Brasil, ainda estão em fase inicial, mas certamente irão se expandir rapidamente nessa nova década que está começando.

Em um mundo globalizado, onde a necessidade de padronizar os processos urge, a indústria brasileira precisará de uma verdadeira transformação para se adequar a essa nova realidade de trabalho.

Se você gostou desse artigo e de saber mais sobre o perfil profissional da indústria 4.0, fique aqui ligado nos próximos artigos.

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