Você sabe a diferença entre Zincagem por imersão e zincagem eletrolítica?

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No ano de 1741 Melouin, químico francês, descobriu que o zinco poderia proteger o aço da corrosão atmosférica ou qualquer outro dano causado em uma superfície de ferro. Isso acontece porque o zinco é mais anódico que o ferro.

Mas o que isso quer dizer, realmente?

Em outras palavras, a corrosão atinge a galvanização ao invés do ferro, protegendo o produto final. É como se o zinco se sacrificasse para manter a integridade do aço. A parte mais interessante é que, mesmo com uma área desprotegida da galvanização, o material continua protegido e sofre menos danos.

Tal descoberta foi muito reveladora e deu tão certo, que vem sendo amplamente utilizada no beneficiamento do aço por muitos anos. A partir daí, foram criados dois processos de zincagem do aço: a imersão e a eletrolítica.

A primeira usa de processos em altas temperaturas para fundir o zinco, a segunda tem na eletricidade sua maior fonte de matéria-prima. Ambas possuem suas vantagens e desvantagens, bem como, aplicações mais comuns em diversos setores da economia.

Entre os benefícios da zincagem estão:

  • Resistência à corrosão;
  • Aderência à pintura;
  • Soldagem mais fácil;
  • E pode passar por processos de laminação a frio.

Mas você conhece a diferença desses dois processos de galvanização na prática? Sabe dizer qual a melhor escolha de acordo com o resultado pretendido?

Veja neste post as diferenças entre a zincagem por imersão e a eletrolítica. Confira também as aplicações mais comuns de cada processo, os detalhes da galvanização e muito mais.

Zincagem por imersão

Mais conhecida como zincagem a fogo, tem um processo muito definido e utilizado em diferentes produtos. O que muda, na maioria das vezes, é a espessura da galvanização de acordo com as propriedades geométricas da peça e a composição química do aço.

Em um primeiro momento, a chapa é mergulhada em um pote de zinco fundido entre as temperaturas de 445 e 460º C. O metal base entra em contato com o zinco nessa hora em um meio úmido e cria uma diferença elétrica entre os metais.

Na sequência são formadas quatro camadas para revestimento da peça, são elas: Eta, Zela, Delta e Gama. Cada uma das camadas é composta por:

Eta: formada quase que totalmente por zinco;

Zela: revestimento de zinco com percentual de ferro de 5.8 a 6.2%;

Delta: camada de zinco e 7 a 12% de ferro;

Gama: liga muito fina de zinco e com maior incidência de ferro, entre 21 a 28%.

Para uma proteção uniforme do metal e que todas as camadas tenham o mesmo tempo de formação, a imersão da chapa deve ser rápida e a sua remoção lenta. O mergulho não deve exceder a média de 6 a 7 m/ min, já a retirada da chapa deve ser feita na velocidade máxima de 1,5 m/ min.

Vantagens da zincagem por imersão

Devido a maior espessura do revestimento na imersão, a peça galvanizada por fogo tem maior aderência e resistência a abrasão. O revestimento nesse processo também é mais uniforme, dando maior acabamento à peça.

Entretanto, as velocidades de imersão e remoção da chapa devem ser respeitadas para um excelente acabamento.

Desvantagens da zincagem por fogo

A maior desvantagem do processo de zincagem por imersão é o alto custo envolvido. Como o fluxo é mais exigente e necessita de mais recursos, os investimentos são mais consideráveis.

Em outras palavras, se comparada à zincagem eletrolítica, a galvanização por imersão sai mais cara. Por isso, é mais indicada para materiais com maior exposição ao tempo ou produtos que demandam maior proteção para o metal base.

Zincagem eletrolítica

Também chamada de eletrogalvanização é um processo para beneficiamento de peças em aço, com o intuito de proteger o material da corrosão atmosférica.

A eletricidade é considerada a matéria-prima mais importante para a zincagem eletrolítica.

Para esse procedimento usam-se retificadores para transformar a energia elétrica de corrente alternada, fornecida pela companhia elétrica, em corrente contínua. Após essa alteração as cargas positivas e negativas podem ser separadas.

No polo negativo da corrente são ligadas as peças que devem passar pela zincagem, já no polo positivo, o material que fornecerá os íons à mistura eletrolítica. Nesta solução, ocorre a dissociação do aço em cátions carregados com carga positiva.

Além de retificadores para mudança de tensão, são usados também equipamentos eletrointensivos para aplicação da zincagem na peça de aço.

Através da oxirredução, os cátions da mistura eletrolítica são transformados em aço novamente e entram em contato com a peça. Por causa da diferença de cargas ocorre o depósito do zinco sobre a peça a ser beneficiada.

A espessura da camada de aço depositada é controlada por modelo matemático e também pela quantidade de energia. Ou seja, quanto mais carga inserida na solução eletrolítica, maior a camada de zinco depositada.

Vantagens da zincagem eletrolítica

Uma das maiores vantagens de aplicar a zincagem eletrolítica é a superfície mais lisa e brilhante, como resultado do processo. Outra vantagem importante é o custo menor para essa galvanização, se comparado a outros métodos de beneficiamento do metal.

Os diferenciais dos laminados zincados por eletrogalvanização garantem sua presença em diferentes segmentos da indústria, especialmente para produtos que exigem acabamento mais detalhado.

Para se ter uma ideia, esse material é comumente encontrado em eletrodomésticos da linha branca. Além da alta resistência, a boa aderência à pintura é outro fator importante para a escolha da zincagem eletrolítica dessas chapas.

Desvantagens da eletrogalvanização

Infelizmente nem tudo são flores nesse processo de galvanização. A camada de revestimento de zinco nas peças é muito inferior se comparada ao processo por imersão.

Vale destacar que quanto maior a espessura de galvanização maior a proteção auferida para as peças, tornando os materiais eletrogalvanizados mais suscetíveis a corrosão. Concedendo a esses produtos menor durabilidade e vida útil inferior a galvanização por fogo.

Famílias e aplicações dos zincados

Aços estruturais: Aços de carbono manganês, indicados para uso em estampagem amena, dobramentos e corrugações mais simples. Sua resistência é obtida por uma solução em estado sólido e processamentos termo-mecânicos. Exemplos de aplicação: celeiros agrícolas e estruturas em gerais.

Aços Bake Hardening: Os aços BH são produzidos e tratados para aumentar significativamente sua elasticidade através de um procedimento térmico em baixas temperaturas. Esse processo concede mais resistência e conformabilidade ao material. Os ganhos do efeito Bake Hardening são superiores a 40 MPa, graças ao envelhecimento por deformação estática através de uma solução sólida de carbono e nitrogênio. Exemplos de aplicação: painéis de cobertura na indústria automotiva.

Aços de alta resistência e baixa liga: Possuem um teor de carbono baixo e a adição de outros elementos, como Nióbio e Titânio. Sua resistência estrutural é aumentada através do refino de grãos e precipitações. Exemplos de aplicação: reforços em estruturas e peças automotivas soldadas.

Aços avançados de alta resistência: Material com uma resistência mecânica superior, obtida por meio do resfriamento a taxas elevadas na laminação a quente ou no recozimento. Exemplos de aplicação: colunas, travessas e longarinas resistentes ao impacto.

Aços IF de alta resistência: Resistência mecânica acentuada por meio de endurecedores adicionados por mistura sólida, por isso, possuem extrema resistência e conformabilidade. Exemplos de aplicação: portas de carros e peças para estruturas em geral.

Aços de estampagem: Dispõem de níveis de conformação críticos, perfeitos para estampagens mais complexas, e são produzidos em ligas baixas ou ultra baixas de carbono. Exemplos de aplicação: eletrodomésticos da linha branca e estruturas expostas em automóveis.

Aços de qualidade comercial: Aços produzidos de liga simples e com níveis menos críticos de conformação, perfeito para estampagens brandas, dobras e perfilações. Exemplos de aplicação: eletrodomésticos da linha branca e telhas para construção civil.

Para finalizar, vale reforçar a importância de seguir as normas e especificações de velocidade, temperatura e outros aspectos do processo de zincagem. Essas regras visam minimizar as desvantagens da aplicação do aço galvanizado e melhorar o seu desempenho.

Por isso, invista em fornecedores de alta qualidade e com muita experiência. Aproveite para solicitar um orçamento ou conhecer os produtos zincados da Urifér. São 37 anos de qualidade e tradição.

 

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